O bairro em que vivo

Como vocês sabem, aluguei um quarto em um apartamento no centro de Madrid. Esta região do centro se chama Chueca. É muito legal, muito limpa, as pessoas são educadíssimas e tem um detalhe especial: é o reduto gay de Madrid. A vantagem é que a localidade é mais bonita, limpa e segura do que as ruas adjascentes. A desvantagem é que tudo torna-se um pouco mais caro, já que a comunidade gay tem maior poder aquisitivo. A Calle Hortaleza é a rua principal, bem longa, vai de Bilbao até a Gran Via (que é um luxo de avenida, com teatros, cinemas, magazines lindos).


Bem de frente com a janela da sala de estar do apartamento, que tem um pateo interno, está a Calle Farmacia. Ela sobe a té a Calle Fuencarral, que é onde estão os bancos, livrarias, o Museo Municipal de Madrid e é caminho da Chocita Sueca.


Para o lado de Bilbao, sai esta linda rua! Leia a placa, vai, lê abestado! É isso mesmo, Mejia Lequerica. Não tem uma criatura, de dentro ou fora de Madrid, que use este nome. Só que esta é a rua que tem o Mercado Municipal, vários supermercados, papelaria, correio, ferramentaria, vários restaurantes e cafés, assim como leva a Calle Barquillo, que também tem um montão de estabelecimentos importantes. Daí, a galera sempre fala "aquela rua depois do não sei o que", "aquela rua antes do não sei que lá" e eu fiquei encafifada, até achar a bagaca da placa!
A Maria Luisa me levou no Café Montanha (se olhar para o piso, descobre a razão do nome), onde se serve a melhor "tortilla de patatas" do mundo civilizado e quem faz é o próprio dono.



Depois, descendo a Calle Barquillo, que é esta aqui abaixo, se pode chegar ao Passeo de los Recoletos ou ao Passeo de Prado. Na divisão entre os dois Paseos, que são a mesma avenida, tem o palácio das Comunicacões, que é a vista que se tem ao final da Calle Barquillo.








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