Viagem a Múrcia
Fiz uma viagem muito bonita e um pouco rápida, como sempre, até Múrcia. É uma cidade bem próxima de Cartagena, que a gente conhece melhor no Brasil. Aqui é uma região produtora de verduras, um vale super-bonito, cercado por uma serrinha azul.É que aqui, na Biblioteca Regional, tem um acervo público de quadrinhos que tem feito muito sucesso: a Comicteca. O Bibliotecário responsável é o Vicente Funes Hernandez, muito gente boa (para quem conhece, parecido com o Gazy Andraus).

Também fui recebida pelo diretor da Biblioteca, o Pablo
Gallo León. Ele gostou muito de contribuir com a nossa pesquisa no Brasil, pois acredita muito nos quadrinhos e tem dado todo apoio a equipe da Biblioteca Regional para que leve o projeto da Comicteca em frente. Dá só uma olhada na vista da janela do cidadão. Existe stress em Múrcia?
Como programado, também fui a Universidade de Múrcia, entrevistar o Prof. José Antonio Gomez Hernandez (é primo do Vicente? Nada! Metade da população de Múrcia é Hernandez, devem ter um ancestral "muy guapetón"). A Universidade é como um mirante, retirada e um pouco mais alta. A janela do escritório do José dá para um rosarial lindíssimo, chato né?



Passeando pela cidade, ao cair da tarde, ainda conheci o Claustro de Múrcia, arquitetura clássica e bem conservada. Também fui ao Palácio Almudi (seria palácio do arroz) ver uma exposição do artista plástico Gabarrón (pusta tipo gótico). Pela noite, comi um montão de doces com café (aqui tem docer árabes, as vitrines tem cartazes em árabe também). Tomei o ônibus meia noite e cheguei de manhã em Madrid. Estava cheinho de equatorianos, que iam de férias ver a família. Eles são todos bem pequenininhos, o gigante mede um metro e cinqüenta, mas as malas... Gente do céu, tinha mais uns vinte equatorianos pelas malas. Encheu o bagageiro e o opressor do motorista queria que tirassem tudo para fora. Eles entravam e saiam do bagageiro, arrumando de tudo quanto é forma as benditas. Ajudei uma senhora que, depois, me pagou um café com leite e um "bocadillo" (sanduiche de filão de pão) na parada. Uns doces os equatorianos, só aparecia a minha cabeça no ônibus. Graças à Deus que a estrada não tinha curvas, pois o ônibus, como ia, não fazia nenhuma...
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