Viagem à Sevilha












Enfrentando todos os terríveis obstáculos e fazendo uma produção com severas restrições orçamentárias, lá fui eu entrevistar um mané em Sevilla. O mané se chama mané mesmo, Manuel Barrero, muito gente boa. Me recebeu em sua casa, o santo homem, agüentou a entrevista e ainda por cima me deixou bem no centrinho de Sevilha, que está em obras. Gente, que coisa de louco. Abastecida com algumas barrinhas de cereal e uma boa chícara de café com leite, a Coelhinha Duracell rodou 14 horas e visitou todos os pontos turísticos onde não foi barrada (sabe, aqueles impedimentos incríveis: siesta, merienda, cerre e outros).
Estas primeiras imagens são da Catedral e da Giralda. O Blog está muito pesado e eu vou ter de subdividir os temas da viagem.


Só não andei de carrocinha porque não encontrei nem uma vítima para dividir o valor comigo, o pessoal é tonto de perder uma oportunidade como essa, pois os cocheiros conhecem tudo, mostram o bairro antigo de Santa Luzia todinho. Olhei com os olhos e lambi com a testa, mas pouca falta me fizeram os cavalos. Não tirei fotos em alguns lugares muito lindos, pois já era noite e eu estava a perfeita isca de tubarão.
Viajei a noite inteira de ônibus na ida e também na volta, é o expresso da meia-noite. Vamos combinar que a estrada daqui não tem um buraquinho para contar a história, igualzinha as do Brasil, e até dá para dormir na conduça. Juntou eu, um romeno chamado Constantin e uma equatoriana chamada Carina e conversamos mais que "pobre em dia de chuva", na rodoviária, nas paradas e no ônibus também. A Carina vai ao Equador para o Natal, pois não vê os dois filhos há sete anos... O molequinho menor quer ter as fotos "de cór", para reconhecer sua mãe, imagina o sacrifício (do ca&a&&o) dessa mocinha. O Constantin já tem mais sorte, o filhão adolescente é um geninho matemático e vem para passar as festas com os pais na Espanha, ele é carpinteiro e a esposa cozinheira. Gente, desde que mataram o Ceucescu não tem uma meleca de um emprego na Romênia, a galera deixa so filhos lá e se vira pela Europa. Não se preocupem, que eu não paguei o mico de perguntar sobre o Conde Drácula nos primeiros quinze minutos, mas ele gentilmente disse que o castelo de Drakull é lindíssimo e que vale a pena ir a Romênia para conhece-lo.
Durante a semana, vou tentar colocar as fotos de Sevilha, sem pressa. É muita coisa, sério!

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