Bomba no Aeroporto de Barajas

Só vou descrever o naipe dos etarras que estão operando nos atentados atualmente:
  • Abandonaram um carro cheinho de explosivos (ou foram tomar um porre e esqueceram num estacionamento no próprio País Basco),
  • O carro era da mãe de um;
  • O outro comprou os materiais com seu próprio cartão de crédito;
  • A mina esqueceu a calcinha e a indentidade no carro.

Isso não é nada! Apesar das trapalhadas, a ETA realmente conseguiu explodir uma bomba no aeroporto de Barajas, justo no dia e hora em que o Erik deveria pousar... Trinta de dezembro, as 09:00 hs. Depois, fizeram um informe à imprensa, assumindo a autoria e dizendo que prosseguem com o cessar-fogo! Está todo mundo tão prostituto da existência que o primeiro ministro Zapatero, que é do Partido Socialista, está concordando com o pessoal do Partido Popular (que está alguns centímetros à direita de Átila o Huno).

Lembra que eu disse que os equatorianos são bem pequenininhos (MESMO)? Pois é, a bomba estava no estacionamento do terminal T4 e dois deles estavam dormindo nos carros. Que segurança ia conseguir enchergar os coitadinhos? Os dois estavam mortinhos de cansaço e não escutaram os megafones, as sirenes, os celulares (com os parentes chamando), nadica de nada. Já sabe, né? Entraram pelo cano...

Eu estava atrasildamente no metrô, duas estações antes do aeroporto, no momento da explosão. A linha paralisou por vinte minutos, alegou "problemas técnicos". Daí eu vi que tinha dado merda, pois eu nunca tinha presenciado defeito nenhum, em quatro meses de uso diário de metrô. Quando eu cheguei ao aeroporto, estava uma guerra: um montão de gente chorando, muita poeira no ar, macas passando com desmaiados, pessoas correndo como baratas tontas (muitas envolvidas em cobertores da Cruz Vermelha). O meu celular esquentou de tanto tocar e já estava ficando sem carga, pois o pessoal queria saber se eu tinha "escapado". Comecei a enviar mensagens de texto aos conhecidos, antes que o treco pifasse e alguém comemorasse antecipadamente.

O rabudo do Erik chegou só a uma hora da tarde. Com a maior cara lavada, como se não tivesse acontecido nada. Eu já tinha parido uma cria de cachorrinhos nesta altura, alguns sem rabo. Depois que a gente tomou folego, fomos para o apartamento. Em matéria de traumas, nada que uma boa pingoterapia não resolva, mas eu fiquei revoltadíssima com a situação dos equatorianos.

Comments

Gal said…
Queridíssima,
Sua caixa de e-mails está entupidíssima, então deixo por aqui meus votos de um excelente ano novo que começou ontem para vc. Saudade! A boa/má notícia é que não vou mais pros USA, pelo menos até segunda ordem, pq o Tio SAM está saturado de gringos por lá... Quando vc chegar eu vou comer acarajé na sua casinha e a gente vai papear muuuuuuito!
Beijocas da Gal!

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